sexta-feira, 13 de julho de 2012

Resenha O Espetacular Homem-Aranha


Para Refazer nos cinemas a história de um dos heróis mais famosos dos quadrinhos não é coisa fácil, ainda mais quando, durante o período de divulgação, foi afirmado que se trataria da “história não revelada”.
O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man), de Marc Webber, que estreou no dia 06 de julho de 2012 nos cinemas brasileiros, tinha como principal obstáculo superar a trilogia antecessora. Apesar de o primeiro filme acerca do Aranha, dirigido por Sam Raimi, ter sido lançado há 10 anos, as memórias daquele ótimo filme está viva na mente de que o assistiu. Um fantasma que deve ter tirado o sono dessa nova produção.
Pela visualização dos trailers, é clara a intenção de deixar a história do herói mais sombria (agradeçam Christopher Nolan e o seu excelente Batman o Cavaleiro das Trevas por isso). O início do filme, com os acontecimentos trágicos e inexplicáveis ocorridos com os pais do ainda criança Peter Parker, confirmam esta ideia e apresentam um ponto misterioso para o decorrer do longa-metragem e das futuras produções, que, por sinal, já foram confirmadas.

Contudo, no decorrer dos minutos, a “história não revelada” torna-se muito parecida com o retratado por Raimi, em 2002. A picada de uma aranha, a descoberta dos poderes e a responsabilidade consequente, a morte de tio Bem e a culpa que o herói carrega por esta morte. Não que os fatos foram minimamente repetidos. Houve modificações, mas a ideia, o fundamento, continua lá.
Peter Parker (Andrew Garfield), nesta nova película, mostra-se mais antenado e descolado. Ele deixou de ser aquele nerd que sofria Bullying de todos para se tornar alguém que anda de skate nos corredores do colégio e se veste de modo próprio, antenado a uma determinada moda, e, talvez, menos gênio do que o personagem antes mostrado.



Palmas para a atuação de Martin Sheen como Tio Ben. Ele conseguiu trazer bastante humor para a tela sem precisa se esforçar muito, quase todas elas envergonhando seu sobrinho na frente do seu par romântico, a personagem Gwen Stacy (Emma Stone), que se tornou uma grande novidade do filme, visto que ela foi o primeiro amor na vida do Aranha. Aliás, deve-se elogiar o fato de que o relacionamento dos dois, a aparência de Emma Stone e a personalidade da personagem estão idênticos aos HQ’s, além de grande parte da história em relação a família dela estarem, também, presentes nos gibis. Este acontecimento, além do mais, corrigiu o “corte na história” feito no Homem-Aranha de 2002, que introduziu Mary Jane como primeira e única par romântica da série.
Mais palmas para o ator Rhys Ifans, que interpretou o inimigo, o Dr. Curt Connors/Lagarto. Apesar de haver novamente semelhanças com o filme de 2002, como o fato de que tanto o Lagarto quanto o antigo inimigo Duende Verde (Willem Dafoe) se apresentavam em conflito entre o certo e o errado, em que a personalidade dos “monstros” tentavam convencer e se sobrepunham às fracas personalidades humanas dos personagens.
Contudo, os efeitos usados no Lagarto e as cenas de destruição e luta que se sucederam contra o Homem-Aranha foram excelentes. Vivemos uma época em que filmes parecem se resumir a efeitos especiais, sem preocupação com roteiros e atuações dos envolvidos, e com orçamentos milionários (O Espetacular Homem-Aranha teve orçamento de aproximadamente 215 milhões de dólares). Mesmo sendo um filme em que a temática efeitos especiais está presente, o roteiro não deixa a desejar, sendo apresentada uma narrativa bastante satisfatória para os propósitos em que o filme se propõe. É muito bom ver Peter Parker aprendendo suas habilidades a duro custo, criando o lança-teia (que tornou o filme mais fiel às histórias em quadrinhos) e dando tudo de si em batalhas, sempre com disposição e inteligência.

Ainda no âmbito da qualidade de imagens, o 3D está digno. Vale a pena assisti-la. Não se trata de mais uma tentativa de produções milionários tentarem apenas conseguir mais dinheiro dos telespectadores.
O vilão, a mocinha e o herói.


Um ponto negativo, entretanto, foi o fato de o ator Andrew Garfield ter tirado diversas vezes a máscara durante o longa. Simplesmente não parecia haver preocupação com a descoberta de sua identidade. Parece que ninguém em Nova Iorque tinha câmera com celular naqueles momentos. Mas esse fato é coisa pouco, quando se fala na magnitude da história e no carisma do personagem.
Como é que as pessoas que viram isso não falaram sequer uma palavra sobre um garoto pendurado no teto de um metrô.  





Por fim, há mais pontos positivos do que negativos em relação ao filme. É bom para se divertir, aproveitar uma ida ao cinema, que está ficando cada vez mais caro (meia-passagem pra que te quero). É um filme com grandes mudanças, mas que manteve a essência do herói e dos quadrinhos. Fiquei satisfeito com o resultado final e acho que agradou a quem assistiu e irá agradar a quem ainda irá assistir.

NOTA FINAL: 7,5.

Abaixo, assistam o trailer do filme.















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